13 de Junho: 200 anos do Jardim Botânico

Criado em 13 de junho de 1808 por D. João, Príncipe Regente na época, o Jardim de Aclimação, que logo depois passou a ser chamado Real Horto, hoje é conhecido como Jardim botânico.
Aberto ao público desde 1822, onde já passaram personalidades ilustres como a Rainha Elisabeth II do Reino Unido, Einstein, dentre outras. Atualmente, seu parque aproximadamente 400 mil visitantes por ano e está aberto, diariamente, das 8h às 17h.
Em 1938, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e inscrito no Livro do Tombo do Patrimônio Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, por seu significado histórico, cultural, científico e paisagístico e, em 1991, definido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Ocupa atualmente uma área de 137 hectares, incluindo: reserva da Mata Atlântica, acervos científico, paisagístico, artístico e arquitetônico.
Em comemoração ao aniversário do Jardim Botânico, que insere-se no Bicentenário da Chegada da Corte Portuguesa no Brasil, haverá: simpósio, cerimônia de criação do Centro de Conservação da Flora Brasileira, lançamento do Selo e Medalha Comemorativos, plantio de Palmeira Imperial e abertura da exposição Recortes do Jardim, dentre outras atividades.
Hoje o ministro da Cultura interino, Juca Ferreira, participa das solenidades programadas para a parte da tarde, como o descerramento da placa comemorativa, lançamento do selo e a inauguração da mostra, que será realizada na antiga Marcenaria, ao lado do Centro de Visitantes.
O Jardim Botânico possui um importante patrimônio arquitetônico:
– sede do Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, construída em 1596 e considerada a mais antiga edificação da zona sul do Rio de Janeiro, e que abriga o Centro de Visitantes;
– o Museu Sítio-Arqueológico Casa dos Pilões, parte do complexo da Fábrica de Pólvora, criada em 1808;
– o Portal da Antiga Academia de Belas Artes, projetado em 1821 por Grandjean de Montigny;
– o Solar da Imperatriz, construído em 1750, onde funciona a Escola Nacional de Botânica Tropical;
– a Ruína da Fábrica de Pólvora;
– o Aqueduto da Levada e
– a Casa Pacheco Leão.
Também conta com as seguintes obras de arte e monumentos:
– a Fonte Wallace, composta por sete peças em ferro fundido da Fundição Val d’Osne;
– as estátuas Ninfa Eco e o Caçador Narciso (1783);
– as Aves Pernaltas, de autoria de Mestre Valentim;
– as estátuas da Deusa Ceres e Diana e
– o busto de D.João VI, de autoria de Bernardelli.
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